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quinta-feira, março 26, 2009

Paizinho... Não Vendas o Magalhães

Poderia ser o título do novo hit de Quim Barreiros, com vista à digressão de Verão pelas aldeolas onde os avecs bíndus da Francha matam saudades do morangueiro e os seus filhos exibem a indumentária de hip hopper que se usa muito, este ano, nos subúrbios de Paríje...
Não é!

"Magalhães podem estar a ser vendidos no mercado negro.
O computador Magalhães é entregue aos alunos do primeiro ciclo em regime de propriedade plena e alguns professores já alertaram para casos em que os portáteis podem já não estar com as crianças e ter sido cedidos ou até vendidos".

In Semanário SOL

Deixemo-nos, cidadãos (e não povo, que esse é um conceito Maior, meus palhaços, e não tem a ver com quem paga impostos e veste a melhor camisa para ir votar) de preocupações com o crescendo de imigrantes ilegais e comecemos a considerar, à séria, o quão africanos e sul-americanos nos tornámos. Pena é que ainda não tenhamos o refinamento daqueles: Aquela coisa de linchar empresários que despedem ou raptar os seus filhos. Naaaaa... por hora, ainda somos aquela cambada de mariconeros que marcha pela baixa da capital, gritando... sem uma pilhagem, sem canhões de água para dispersar os meliantes, apenas gritando... palavras de ordem mui ofensivas, tipo Sócrates Patife... enquanto Eles, lá dentro daquela sala com frescos setecentistas no tecto, riem a bandeiras despregadas sem que a justiça divina intervenha, sequer, para que se engasguem e asfixiem, MORRAM com um gole do melhor whisky de malte!!!

Envergonho-me, cada vez mais!

sábado, janeiro 03, 2009

Carta para abrires aos 16...

Chamei a mim o poder de não te deixar uma Cápsula do Tempo, aquela coisa parva dos recortes de jornal do dia em que nasceste e outras palermices americanóides que no meu tempo já só para alguns faziam sentido, quanto mais para ti, que lerás isto num tempo em que os EUA serão, historicamente, um percalço da Humanidade.

Parto da certeza que, sendo aquilo que és hoje, apenas mais velho, serás um homem inteligente, alegre, sorridente, bonito.
Terás a mesma luz que te envolve e que, agora, leva até ti uma imensa horda de desconhecidos que, quando vais pela mão, te abordam com as perguntas do costume, que todos acham, por alguma estranha razão, que se devem colocar a petizes Como te chamas ou Que idade tens, mas que tu, desconhecedor de conversas de circustância, evitas com respostas pertinentes às questões que achas, essas sim, seriam bem mais interessantes Hoje tenho umas cuecas com aviões ou Comi tudo e as bolinhas verdes também.
No início, pensei que era a baba de pai.
Não é.
E que fosse.
Terás, nesse sorriso e no poder de a ti chamares outros, desde que sinceros e incondicionais, mais que um proveito, uma missão.
Usa-o para a concórdia.
Armoniza todos os que te flanqueiam projectando-o.
Colherás frutos.
Mas só mais tarde.
Sê pacientemente altruísta.
Os outros, sempre os outros.
A ti virá o Mundo que é proporcionares alegria.
Os outros, sempre os outros.
Ama-os a todos, por igual.
Descobre a fantástica galáxia que cada um traz consigo, toda uma constelação de emoções nesse céu que nos cobre a todos.
Sê apenas um satélite de todos esses planetas.
E felicita-te por isso, a mais não ansiando.
Nada neste mundo se iguala ao teu sorriso.
Sim, acho-o porque sou teu pai.
Mas isso incute tal verdade à afirmação que não tens como duvidar.
E é apenas disso que precisas.
Acreditar no teu próprio sorriso.
Crer que ele muda algo.
Muito.
Tudo.
Mudou-me a mim.
E se não me tornei num Melhor Homem, a culpa foi só minha.
Delego agora a missão.
Aceitas?
Se sim, dá-me esse beijo de boas-noites como quando eras pequeno, e eu saberei que leste esta missiva.

segunda-feira, novembro 24, 2008

Geração Épsilon

Que os putos/adolescentes/jovens de hoje estão perdidos, já todos sabemos.
Que ninguém se lembra de pensar que as gerações acima de nós pensavam o mesmo, também.
Metam-se na posição de nossos pais quando, ao fim da tarde, nos iam chamar para jantar e ouviam...
... Rebenta a Bolha! Eu estava no Coito...

segunda-feira, novembro 10, 2008

Um Post 4 Estações de Vivaldi dIAZ

Verão (Larghissimo) - "Paulo Guilherme, filho de Paulo Teixeira Pinto, antigo patrão do BCP, morreu no Passado dia 1 de Novembro, vítima de um possível AVC. O Jovem tinha 22 anos", in Destak de 3.11.08.

Outono (Moderato) - "McDonald's... Momentos mais saborosos".

Inverno (Vivace) - "Benvindo ao Mundo Coca-Cola".

Primavera (Adagio) - "A margarina é uma gordura boa".

sexta-feira, maio 23, 2008

segunda-feira, maio 12, 2008

_____ está para _____ como _____ está para _____ (Parte II)

Os meus amigos inteligentes, ao contrário de mim, optaram por Arquitectura.
Numa cadeira qualquer, visitaram a Cova do Vapor, para aprender como NÃO SE DEVE urbanizar.

Imagino que, algures nas instalações da Corporación Dermoestética, exista um poster da Manuela Moura Guedes e, colado neste, um Post-It com a inscrição "Como NO se hace"!

_____ está para _____ como _____ está para _____ (Parte I)

Hoje, bem mais que há bem pouco...
... o altruísmo está para todos nós como o optimismo está para o Vasco Pulido Valente.

terça-feira, março 18, 2008

O Pão ou Le Pain?

Das inúmeras vezes que fui a Paris (duas), apaixonei-me.
Não pelos monumentos, Bairro Latino, Barcos-Mosca ou Nossa Senhora, mas sim por ser uma das poucas capitais europeias que ainda guarda um quotidiano aparte e perfeitamente identificável.
Em Londres, Madrid, Berlim ou Roma, as pessoas vão para o trabalho de metro, autocarro, eléctrico, carro/trabalham/almoçam/trabalham/bebem um copo/regressam a casa de metro, autocarro, eléctrico, carro/ponto.
Em Paris, para além das pessoas que vão para o trabalho de metro, autocarro, eléctrico, carro/trabalham/almoçam/trabalham/bebem um copo/regressam a casa de metro, autocarro, eléctrico, carro/ponto, na sua larga maioria árabes, persas e pretos, há toda uma gente que leva uma vida parisiense. E isto passa por beber, demoradamente, um café numa esplanada enquanto se passa os olhos pelo Le Figaro, quando não é logo um Armagnac, ir ao mercado com um objectivo muito franciú que é confeccionar comida com ingredientes frescos, principalmente quando o prato mete des endives e coisas assim, depois uma petite conversa à esquina, cada interlocutor com o seu piquenois pela trela, mais uma passagem pela patisserie e, claro, fazer o resto do caminho até casa com o cacete, le pain, debaixo do braço, que às vezes vai no cesto à frente da bicicleta, dependendo da faixa etária do personagem.
O tuga da cidade (e, de uma vez por todas, o suburbano também conta, E COMO), vai para o trabalho de carro/ponto. Regressa a casa de carro/ponto. Entretanto, provocou um engarrafamento por não usar os Transportes Públicos mas exclama sempre, ao telemóvel: "isto está o caos", enquanto pensa "mas é por causa dos outros". De caminho, estaciona em segunda fila para passar pelo supermercado e comprar qualquer coisa embalada, previamente cozinhada e ultracongelada. A salada já está cortada, lavada e tem rúcula pké féshión. Produtos frescos e por amanhar? "Meu dEUS, logo hoje que comprei um creme de mãos da Loreal para envergonhar a Zélia da repartição que ainda usa Neutrógena? Ela que não pense que lá por ter a Bimby que é melhor que eu"!
Tudo isto poderia ter sido resumido e expremido a este pequeno ponto:
Somos o que comemos e o respeito que lhe temos.
E a diferença está no alimento mais primordial, o pão.
É a tal diferença entre o Homem da Cidade e o Outro.
Em Paris, como em toda a França, o pão é sagrado.
Em Portugal também.
Excepto em Lisboa.
O lisboeta é uma hiena, um abutre, um necrófago do pão.
Caso contrário, não lhe chamava uma carcaça que é, ao que sei, o que comem os abutres e as hienas!
E esta gente anda a comer TANTA MERDA que resta-me um aviso: A paciência para o ginásio não vai durar sempre!

segunda-feira, março 17, 2008

Why Do Relations Go Wrong

Ontem à noite passei pelo Canal 1 e apanhei a Maria Eliza a dizer "blá blá blá divórcio"... parei!
Mentira! Estava lá a Joana Amaral Dias e, pronto... parei!
Para além dessa, que não é uma pessoa, é uma fonte de luz com um letreiro por baixo a dizer: "Sou muito melhor na cama que a Cicciolina só que em gira e boa", estavam lá cinco (5) pessoas a explicar as causas do divórcio.
Tanta gente e tempo para explicar uma coisa tão simples!
TODA A GENTE sabe que os divórcios ocorrem porque as pessoas acham tudo muito bonito só que depois...

...cagam na mesma casa de banho!

segunda-feira, março 10, 2008

Better/Even Better

Camacho demitiu-se
Paulo Bento não!

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Um dia...

...há-de ser o dia
em que eu
falarei do dia em que ela morreu
um dia cinzento
como eu
que restou do luminoso dia
que
enfim
nasceu...

domingo, novembro 04, 2007

Duas Lebres de Um Só Atropelamento

Em 1º Lugar, gostaria declarar publicamente:

O que me chateia não são os penteados ridículos no Sporting, desde o treinador ao adjunto, passando por jogadores como aquele Curtinho-à-Frente-e-Compridinho-Atrás-à-John-Bon-Jovi-ovich! É o facto de bastar passar pela cabeça dos coiffeurs do Facto gozar com um ou outro cliente, do tipo "Atão bora lá agora fazer aqui um corte à Sporting, hã? Catita!", para a coisa virar moda!

Em 2º Lugar, só um apontamentozinho em relação à inauguração da exposição:

Num patamar "não-percebes-nada-de-fotografia-mas-tens-tomates-para-te-auto-promover-à parva", não correu nada mal!

Obrigado ao presentes, aos ausentes porque se esqueceram, aos que não se esqueceram mas não lhes apeteceu porque tinham algo melhor para fazer e aos que se justificaram porque me conhecem mal... saberiam, de outra forma, que não era preciso!

terça-feira, outubro 23, 2007

O Decoro, qual imundície

No teu pano cai a nódoa
que eu
vil, torpe
derramo
a cada passo que dás
Sou mais
maior
mais alto
ao amar como amo
todo o bem que o teu bem tão bem me trás...

Queria tocar-te
ao primeiro raio de luz
pousar-te a cabeça no ventre
ter-te aqui presente
congelar este aroma
salva, coco e amora
fazer a colheita agora
para esta redoma

Foges pra longe de mim
agora que sei
que ter-te enfim
seria ter-me
para que
juntos
nós
fosse
neste rio, de que és nascente
eu foz
o Sol a nascer já poente
numa panóplia de cor
Branco eu, ausente
Vermelho tu, amor.

Berrar a plenos pulmões
que tu, ardente safardana
me tens pelos colhões!
Tá mazé a abrir essa passana!

quinta-feira, agosto 23, 2007

O Gosto dos Outros

Há coisa de dois anos atrás, uma recém-mãe disse-me algo que, na altura, me pareceu anedótico. E fofinho. Anedótico porque ainda não era pai. Fofinho porque saiu da boca da Kaui. Quem a conhece compreenderá. Quem não, devia!
"Quando tens um filho, até o primeiro cheirinho dos pés é especial".
Pois bem... Não há vez nenhuma que eu não descalce Electric Mariachito que não me lembre dela. Quando o faço vou, muito provavelmente, um pouco mais além daquilo que devia. O cabelo fino, os lábios desenhados a Caran d'Ache Prismallo, os dedos no rato a clicar em cada linha do .doc ou .txt, dos pés sem mácula ou veias.
Tive o azar de, por qualquer razão, não descalçar o meu filho no dia 18 de Agosto.
Mas sei eu e poucos mais que, no que toca à Kauí, há mais 364 dias num ano não-bissexto.

terça-feira, junho 19, 2007

Who Needs an Excuse???

Nestes últimos 100 anos, milhões de portugueses disseram: "Vou emigrar". Muitos fizeram-no! Os mais contumazes não! De forma inconsiderada, leviana, até, muitos destes terão argumentado: "Pra Inglaterra??? Com aquele tempo? Só se eu fosse maluco"!
Pois bem! Temos IVA a 21%, um Ordenado Mínimo digno da secção "curiosidades engraçadas" do Daily Tutsi & Hutu Mirror sob o título "Sabia que, em plena Europa, há um país que...", uma taxa de desemprego que, se noutros países é apenas um "estado passageiro", por cá reveste-se de carácter testamental, não sabemos se daqui a 15 anos haverá Segurança Social e já nem o Sol alegra os semblantes. Andamos macambúzios e branquinhos que nem um finlandês prestes a ampliar a mais alta taxa de suicídio da Europa!

Do que estamos à espera???

terça-feira, abril 17, 2007

Mariachi das Caraíbas


Diz-se dos ciganos que nasceram de um grupo de judeus que se viu obrigado, a cause das perseguições de que eram alvo (quando é que não foram alvo, enfim, está meio mundo errado), a esconder-se numas grutas lá prós lados do Leste da Europa. "Dos fracos não reza a História", cantava Rui Pregal da Cunha, "do Sala não reza a História", interpretou Manel João Vieira na primeira faixa do "Projecto Ena Pá 2000 Project". De qualquer forma, "Cantemos alto a nossa vitória" que foi safarem-se como puderam. Rapidamente passaram do ler a sina, obrigar Ursos dos Montes Cárpatos a dançar, roubar jericos aos pobres coitados que não os metiam a dormir dentro de casa e lançar pragas aos maldizentes da raça com o sempre assustador "O tê fílh há-de ter cara de sáááápo" para essa mui geradora de riqueza (exteriorizada em correntes de ouro) arte de vender dvd's piratas na Feira de Brejos de Azeitão.
E então?
Queixem-se os otários! Vós que ides trabalhar como manda o Velho Testamento (A Tora judaica) todos os dias, de sol a sol, para ganhar uma miséria, gerar depressões nervosa para as quais só existem medicamentos não comparticipados, descontar para a Segurança Social sem saber sequer se, a seu tempo, haverá reforma...
Os inteligentes, esses, que se estão a cagar para as convenções sociais, responderão como deve de ser à ASAE, com o mesmo ar de descontracção de quem está a ser massajado por uma tailandesa que, para chegar às lombares, deposita os fartos seios nas dorsais:
ASAE: "Você nunca roubaria um carro, uma mala, um livro..."
Mariachi das Caraíbas: "Ah pois não! 21% de IVA, 11% de Segurança Social, isto é, 33% do meu ordenado para o Estado, mais 21% de tudo o que eu compro para o Estado, ladrão que rouba a ladrão tem 100 anos de perdão, ladrão que rouba a chulecos de merda, como é o caso, deve ter um pouco mais, não? Digo eu, não sei... Mas não tenho tempo, sabe? Se eu não estiver a horas no trabalho metem lá um estagiário, é o que é!"
ASAE: "Mas sabe que a pena de prisão pode ir até 3 anos?"
MC: "Hé pá, meu caro amigo... não pode ser 5? Cinco anos sem pagar impostos, contribuição autárquica, a comer à borliú, a aprender um ofício tipo carpintaria, que tem mais saída que uma licenciatura em Relações Internacionais no ISCSP, e depois saír cá para fora e ainda arranjar empregos de topo porque, convenhamos, NINGUÉM recusa um emprego a ninguém por ter sido PRESO por sacar filmes da net e vendê-los a cinquÉrs, meu caro amigo. Vamos ser objectivos... na entrevista ainda seria determinante para a contratação, seguida da piadinha óbvia: "Ó amigo, e no dia em que se apresentar ao serviço, traga o Mr. Bean, que os miúdos andam loucos para ver isso, mas tenho estado em fecho de trimestre e ainda não tive tempo!"

Não sejam ridículos, pá!

quinta-feira, abril 12, 2007

La Memoire

Percorri 4 mil quilómetros de Turquia por estrada. Istambul, as densas floresta na margem Sul (sempre a margem Sul) do Mar Negro, as vastas planícies do Planalto Anatólico, Ankara, as cidades cristãs subterrâneas, escavadas na "póme" da Capadócia, as "Chaminés de Fada", Pammukale, intermináveis plantações de ópio e algodão, Izmir e as suas mulheres lindíssimas - segundo Ahmet, a Miss Turquia é sempre de Izmir. Como em todas as viagens, falta sempre algo... o Monte Ararat, neste caso!
Passei a amar aquele aparente contrasenso que caracteriza um país moderno e progressista com o som do Almuáden a chamar para a oração. E acabei por perceber que, afinal, de contrasenso nada tem. Talvez o catolicismo seja muito mais sinónimo de regressão. "Talvez" porque nem sequer acho que tal afirmação seja discutível.
Apregoei, a tudo e a todos, a não entrada na União Europeia. Não para o bem da mesma, justificação de que se reveste a argumentação que por aí abunda. Para o bem dos turcos, mesmo.
De qualquer forma, a imparcialidade que procuro quando de História se trata, obriga-me a aconselhar-vos a ver isto.
Nada terá a Turquia actual a ver com o Império Otomano. Assim como nada tem a ver a Alemanha actual com o nazismo (dos nazistas, em Português do Brasil). E, no entanto, já chateia o "Para que o Mundo não esqueça".
Vamos variar, sim?

terça-feira, março 20, 2007

Esse maravilhoso assunto que é a Política...

Esta luta pelo poder no PP faz-me lembrar aquela malta em Aushwitz que se matavam por aquele pânzio de verdura mal digerida encontrada nos cagalhões que os alemães deixavam nas retretes.

A piadola de pendor direitista é propositada!

E já agora, humor negro, que também fica sempre bem:
"Se os fasçons são tão católicos, como é possível que não percebam quando lhes é inflingido um castigo divino do estilo... paralisia facial?"