Tenho visto o desenvolvimento da coisa na imprensa especializada desde o lançamento do álbum e reparo agora que nem sequer será ela a responsável por isso, como geralmente acontece.
Eu próprio ouvi, em Dezembro, o To Lose My Life duas ou três vezes, para me deixar envolver pelas memórias de um tipo de som que poderia ter passado, noutros tempos, na pista do saudoso Perfil.
E fiz não sei quantas cópias para oferecer, Natal de pobre, enfim.
Há, inclusivamente, gente de quem tenho a melhor opinião no que toca ao Bicho do Ouvido que se deixaram "agarrar" pelas faixas mais catchy e, convenhamos, letras que, aqui e ali, revelam algum talento poético, como seja o Let's Grow Old Together And Die At The Same Time.
Mas é um tipo que está a ressacar, largamente, de The Strokes, pelo que se compreende.
Eu também estou.
Se calhar, até é pena que os White Lies tenham passado do direito de antena no Flipside do VH1 para a hora nobre da MTV.
Só o tempo o dirá.
Mas são coisas que pouco me preocupam quando os Calexico lançaram o Live in Austin.
Levando com eles os trompetes, violinos e violões mariachi, as letras que homenageiam mano negras, romancistas mexicanos e poetas chilenos, Joey Burns e John Convertino projectam, na direcção de uma audiência pouco habituada à mentalidade aberta, e com essa grandeza que é preencher uma lacuna, toda a imensidão do respeito por culturas únicas.
Não é World Music.
É amor sem fronteiras!








