Cada um faz com a Viagem aquilo que bem entender. Normalmente faz, com as fotos que daí resultaram, apresentações manhosas de Power Point que impingem, com um ar triunfal, aos colegas da repartição e aos convidados para um jantar lá em casa que se espalham, pelo Chateau D'Ax em pele azul, com cara de enfado, depois de um jantar que meteu bacalhau com natas da Bimby e três garrafas de Chaminé porque diz qué bom.
Estou longe de ser um Gonçalo Cadilhe. Que, algures na sua já vasta obra literária, largou um infeliz Os portugueses não sabem viajar. Acho que tinha a ver com o facto de irem em rebanho excursionista, de charter, para destinos sobrelotados e não, como ele, por barco ou à boleia por esse mundo fora. O pedantismo tem, por vezes, destas coisas. A sorte de se ter Cadilhe por apelido concede a alguns a hipótese de correr meio mundo, com todo o tempo deste e do outro, ao serviço do jornal Expresso ou não, e olhar, com o desdém próprio de quem está cheio de si, para quem não pode viajar de outra maneira que não pela mais óbvia. Depois, vem o charlatanismo devidamente publicado e que omite ser possível, afinal, retirar de uma viagem humilde tantos ou mais ensinamentos que das outras. Tudo depende do desprendimento do autor. Esse desapego de tudo o que sabemos como condição essencial para aprender mais. Afastar dos ombros o preconceito, que não é mais que um conceito predefinido, para nunca acabar num pós-conceito. Ver, sentir, beber e, se assim tiver de ser, vomitar depois... Pura Arte. Criar, portanto. Criar algo com algo que vimos mas continuamos a desconhecer. Que continua a ser longínquo dos nossos alicerces antropológicos e sociais. Mas que passámos a amar. Sem sequer saber muito bem porquê.
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segunda-feira, agosto 02, 2010
segunda-feira, maio 10, 2010
Uma Morte de Mãe...
E eu que sabia que eras um menino mimado. Por tudo o que te ouvi. Imagino-te, pesaroso, no funeral. Esse ar feliz que costumas exteriorizar feito negrume de olhos mortiços. Por isso te perdoei um disco e uma primeira parte do concerto negros como não te imaginaria. Depois fui fumar um cigarro. E voltei para te ver entrar, brilhante e sorridente, percorrendo o cardápio que levas já longo. E gostar menos de ti quando, parecendo que foste, voltas com o Poses? Naaaaaaa!
sexta-feira, maio 07, 2010
segunda-feira, março 15, 2010
oWeN
10 de Março de 2010, 22h26 - Sou convidado a sair depois de fotografar os primeiros quatro temas. Acedo. E não vejo, como não é costume, o resto do concerto. Saio para fumar. Não tenho lume. Peço-o a uma morena que, num inglês com Ze German Accent, pergunta se alguém me disse para sair. Digo que sim e segue-se o praguejar, primeiro em inglês, depois na língua-mãe da qual só identifico três ou quatro sheiser, ou lá como se escreve. Susanne Errndorf, de seu nome, é a manager do Owen Pallett e deu ao Maria Matos, assim como o faz em outra qualquer sala por esse mundo fora, indicações de uso livre de qualquer espécie de registo dos espectáculos, seja som, imagem ou ambos, flashes incluídos. E está realmente desagradada com a coisa. Digo-lhe que, por cá, estamos habituados a estas coisas mas que, por acaso, eu até gostava de ter visto o concerto até ao fim e, quase uma hora de conversa volvida, acabei por relatar aquele tempo em que o Mariachito só comia se ouvisse o He Poos Clouds. Ela diz-me que, no dia seguinte, posso levar o miúdo. Eu digo-lhe que ele só tem 3 anos e meio. Ela insiste. Pergunto-lhe se posso tirar fotos ao homem em privado. Ela diz que tudo depende. Às vezes basta uma borbulha na cara para não se deixar ver, sequer.
11 de Março de 2010, 22h45 - Entro no Maria Matos com o Bruno "Trafarias", depois da troca de emails durante o dia com a Susanne por via dos quais se chegou à conclusão de que seria melhor levar outra pessoa que não o fedelho. Volto a falar da sessão de fotos pós-gig. Ela diz que logo se vê. Entramos. E saímos naquele estado inebriado em que deixa a boa música, o chão que se pisa é mais suave, tudo está envolto numa espécie de névoa que deixa as formas difusas, distantes de qualquer percepção mais imediata, como quando, nos trópicos, a lente fica embaciada e o auto-focus demora. O virtuoso acaba de dar os autógrafos e ajuda a ingestão compulsiva de um queijo da serra que está sobre o balcão com um duriense Quinta de la Rosa bebido directamente da garrafa. Da Susanne que, imagino, intercederia por mim, nada. Decido fazer-lhe o pedido pessoalmente. Ele as mãos às calças e diz que sim, vamos para o camarim num minuto. No caminho dá-me indicações E aqui, com estas luzes por trás, não? Era capaz de resultar. Em 3 ou 4 minutos a coisa está feita. Digo-lhe que não deve acompanhar queijo da serra ou outro qualquer que tenha um mínimo de qualidade com Panrico sem côdea e desenho-lhe um pão alentejano para que o possa pedir na manhã seguinte numa qualquer mercearia. Ele gosta do desenho e pede-me para o assinar. Diz que não, não tira fotos com o violino porque fica sempre a parecer aqueles nerds solistas de Handel ou Beethoven em salas tipo Gulbenkian. Eu digo que, um dia, vou fotografá-lo de forma a mostrar-lhe o contrário.
O texto sobre o concerto do Owen Pallett (aka Final Fantasy) sai na Blue Design n.º 13, uma das fotos resultantes do acima está aqui, as restantes serão publicadas para uso LIVRE depois da revista sair em banca.
11 de Março de 2010, 22h45 - Entro no Maria Matos com o Bruno "Trafarias", depois da troca de emails durante o dia com a Susanne por via dos quais se chegou à conclusão de que seria melhor levar outra pessoa que não o fedelho. Volto a falar da sessão de fotos pós-gig. Ela diz que logo se vê. Entramos. E saímos naquele estado inebriado em que deixa a boa música, o chão que se pisa é mais suave, tudo está envolto numa espécie de névoa que deixa as formas difusas, distantes de qualquer percepção mais imediata, como quando, nos trópicos, a lente fica embaciada e o auto-focus demora. O virtuoso acaba de dar os autógrafos e ajuda a ingestão compulsiva de um queijo da serra que está sobre o balcão com um duriense Quinta de la Rosa bebido directamente da garrafa. Da Susanne que, imagino, intercederia por mim, nada. Decido fazer-lhe o pedido pessoalmente. Ele as mãos às calças e diz que sim, vamos para o camarim num minuto. No caminho dá-me indicações E aqui, com estas luzes por trás, não? Era capaz de resultar. Em 3 ou 4 minutos a coisa está feita. Digo-lhe que não deve acompanhar queijo da serra ou outro qualquer que tenha um mínimo de qualidade com Panrico sem côdea e desenho-lhe um pão alentejano para que o possa pedir na manhã seguinte numa qualquer mercearia. Ele gosta do desenho e pede-me para o assinar. Diz que não, não tira fotos com o violino porque fica sempre a parecer aqueles nerds solistas de Handel ou Beethoven em salas tipo Gulbenkian. Eu digo que, um dia, vou fotografá-lo de forma a mostrar-lhe o contrário.
O texto sobre o concerto do Owen Pallett (aka Final Fantasy) sai na Blue Design n.º 13, uma das fotos resultantes do acima está aqui, as restantes serão publicadas para uso LIVRE depois da revista sair em banca.
quinta-feira, março 11, 2010
segunda-feira, dezembro 07, 2009
terça-feira, outubro 06, 2009
Deixei de traçar estereótipos no que a Música concerne...
... desde que topei a mesma banda (do meu agrado) debitar, no mesmo disco, deixas tão diversas como No More Pussyfooting With You e Now It's All a Funeral, You've Become a Serial... Killer Of Us Both!
Entretanto, a Madonna lança um novo álbum, na precisa altura em que, como seria de esperar pela previsibilidade da maioria dos terráqueos, o Michael Jackson volta a soar em toda a esquina...
... e não sei por quanto mais tempo vou conseguir ficar em silêncio!
Entretanto, a Madonna lança um novo álbum, na precisa altura em que, como seria de esperar pela previsibilidade da maioria dos terráqueos, o Michael Jackson volta a soar em toda a esquina...
... e não sei por quanto mais tempo vou conseguir ficar em silêncio!
terça-feira, julho 14, 2009
Epic Is How Epic Gets
Noé inclinou ligeiramente a cabeça e acendeu, com redobrado prazer, o seu Camel sem filtro, deixando que todo aquele turkish blend enchesse cada um dos alvéolos até que a ligeira tremura das pernas o levasse a sentar-se no banco, feito das últimas aparas dos ciprestes que cortara ali, na Islândia, onde vivia. O cheiro a resina era intenso. Mais ainda que este sentimento de missão cumprida. Nunca pensou, porém, que a Islândia tivesse ficado, irremediavelmente, desarborizada.
16h32 para o Dilúvio
No total, e feita a conversão de côvados para metros, era este um navio de 133,5 metros de comprimento, 22,30 de largura e 13,40 de altura. Uma relação entre comprimento e largura que, Noé estava certo disso, haveria de ser usada na engenharia naval, pelo menos, até 2009. Bem... 40 mil m³ de volume bruto e internamente, 3 divisões distintas que forneceriam uma área total de mais de 8 900 m² de espaço útil seriam mais que suficientes, pensou... ou não?
8h51 para o Dilúvio
Noé veio à varanda, caneca de Brasa numa mão e fatia de pão integral com Becel na outra (dEUS não só pediu para que fizesse a arca mas também que reduzisse nas gorduras e na cafeína), e deu com um gigantesco volume negro na praia, precisamente na direcção onde a arca deveria seguir quando fosse dada a ordem superior (mesmo, tipo, vinda de cima), para retirar as estacas que a suportavam, por ora, em terra firme.
Poisou o frugal pequeno-almoço sobre o carrinho de cozinha gama FÖRHÖJA que comprou por €98,18 no IKEA de Alfragide e seguiu a passos largos para a praia. O céu estava cinzento. Era um monstro com um nauseabundo cheiro a peixe, uma boca ligeiramente aberta deixando entrever uma espécie de cordas de cânhamo, as mesmas que usara para as amarras da "sua" embarcação e um olho que, rodeado de minúsculas cracas e mexilhões, o fitava. Noé não ousava, sequer, tocar naquilo.
6h28 para o Dilúvio
Bom dia, Noé dos Santos, trovejou o gigante. O homem deixou cair o cigarro e petrificou, cravando os dedos dos pés na areia varrida pela rebentação, sem sequer ver as conquilhas que se desenterravam, preocupadas elas próprias com o facto deste labrego poder não distinguir machos das fémeas para que pudesse levar um casal consigo. Quem és tu, horrível criatura? Perguntou, ainda que em surdina, emudecido pelo temor e pelo catarro do primeiro cigarro da manhã. Sou uma Balaenoptera musculus, baleia-azul, para ser mais precisa, o maior animal do planeta. Noé estava incrédulo, estado de alma que rapidamente se transformou em ira e que o levou a gritar Estragaste-me a média, gigante, como é que eu te vou levar ali dentro a ti e ainda por cima a outro? Mas tá tudo maluco, ou quê? Igor, a baleia, sorriu e cuspiu, pelo alerta, isto é, o pequeno orifício no topo da cabeça, um jacto de água que atingiu os 9 metros de altura, para seguidamente dizer, em tom maternal, Vou-te contar uma história, Noé. Senta-te. Acende um cigarro. E dá-me a ponta, que eu não apanhei nenhuma Estação de Serviço pelo caminho e hoje é o Sabath, Sábado, e está tudo fechado, pá! Noé, ainda vermelho de cólera, subiu a túnica e sentou-se na areia molhada. Igor sorgueu-se na barbatana esquerda, pigarreou, assumiu uma expressão entre a Isabel Alçada e a Alice Vieira e deu início à coisa...
6h18 para o Dilúvio
Desdobraste-te em esforço, Noé, mereces saber a verdade. Eu não sou o problema quanto ao transporte. Quando a àgua subir, eu estarei no meu meio. Passarei algumas privações pois será água doce, destilada, mas no fim tudo estará bem. O que me preocupa é mesmo estares a deitar trabalho à rua, podendo poupar tempo e esforço. Muitos animais surgirão, ainda hoje, para seguir na tua barcaça. Mas a alguns não permitirás a entrada. É que daqui a alguns anos, nem tantos assim, o homem extingui-los-á. O dodot, por exemplo. No Século XV já só existirão nas ilhas Seychelles e os marinheiros portugueses achá-los-ão tão apetitosos que dizimarão a espécie. Não vale a pena! Mas há muitos mais casos, como o dugongo-de-steller, o vison-marinho, o leão-do-atlas, o tigre-de-Bali, sei lá. Tu próprio terás tanta fome ao fim do 6.º dia que grelharás duas águias-de-bico-azul. A Bíblia não o refirirá, porém. Noé franziu o sobrolho e, desconfiado, disse Parece que vai chover. Sim, respondeu Igor, a Baleia, E esqueceste-te de me dar a ponta. Vai-te embora mas deixa-me um cigarrinho. Ok, até sempre, então, ó baleia-azul, disse Noé como que a fugir em largas passadas, pensando para consigo se alguma vez este episódio figuraria em algum documento e no que é que Teodora, sua mulher, estava a fazer para o almoço, se a esparguete à bolonhesa que o sacana do puto estava sempre a pedir, ou se os bifes da vazia do casal de vacas-de-um-só-corno que tinham aparecido de véspera e ele partira do princípio que outras surgirião no dia seguinte.
Mariachito - Pai... a história do Noé e a Baleia é parva...
dIAZ - Sim, filho... mas a música é linda! E, às vezes, ser parvo ou, vá lá, pateta, é bom!
Mariachito - Quero a do Pinóquio, pai...
16h32 para o Dilúvio
No total, e feita a conversão de côvados para metros, era este um navio de 133,5 metros de comprimento, 22,30 de largura e 13,40 de altura. Uma relação entre comprimento e largura que, Noé estava certo disso, haveria de ser usada na engenharia naval, pelo menos, até 2009. Bem... 40 mil m³ de volume bruto e internamente, 3 divisões distintas que forneceriam uma área total de mais de 8 900 m² de espaço útil seriam mais que suficientes, pensou... ou não?
8h51 para o Dilúvio
Noé veio à varanda, caneca de Brasa numa mão e fatia de pão integral com Becel na outra (dEUS não só pediu para que fizesse a arca mas também que reduzisse nas gorduras e na cafeína), e deu com um gigantesco volume negro na praia, precisamente na direcção onde a arca deveria seguir quando fosse dada a ordem superior (mesmo, tipo, vinda de cima), para retirar as estacas que a suportavam, por ora, em terra firme.
Poisou o frugal pequeno-almoço sobre o carrinho de cozinha gama FÖRHÖJA que comprou por €98,18 no IKEA de Alfragide e seguiu a passos largos para a praia. O céu estava cinzento. Era um monstro com um nauseabundo cheiro a peixe, uma boca ligeiramente aberta deixando entrever uma espécie de cordas de cânhamo, as mesmas que usara para as amarras da "sua" embarcação e um olho que, rodeado de minúsculas cracas e mexilhões, o fitava. Noé não ousava, sequer, tocar naquilo.
6h28 para o Dilúvio
Bom dia, Noé dos Santos, trovejou o gigante. O homem deixou cair o cigarro e petrificou, cravando os dedos dos pés na areia varrida pela rebentação, sem sequer ver as conquilhas que se desenterravam, preocupadas elas próprias com o facto deste labrego poder não distinguir machos das fémeas para que pudesse levar um casal consigo. Quem és tu, horrível criatura? Perguntou, ainda que em surdina, emudecido pelo temor e pelo catarro do primeiro cigarro da manhã. Sou uma Balaenoptera musculus, baleia-azul, para ser mais precisa, o maior animal do planeta. Noé estava incrédulo, estado de alma que rapidamente se transformou em ira e que o levou a gritar Estragaste-me a média, gigante, como é que eu te vou levar ali dentro a ti e ainda por cima a outro? Mas tá tudo maluco, ou quê? Igor, a baleia, sorriu e cuspiu, pelo alerta, isto é, o pequeno orifício no topo da cabeça, um jacto de água que atingiu os 9 metros de altura, para seguidamente dizer, em tom maternal, Vou-te contar uma história, Noé. Senta-te. Acende um cigarro. E dá-me a ponta, que eu não apanhei nenhuma Estação de Serviço pelo caminho e hoje é o Sabath, Sábado, e está tudo fechado, pá! Noé, ainda vermelho de cólera, subiu a túnica e sentou-se na areia molhada. Igor sorgueu-se na barbatana esquerda, pigarreou, assumiu uma expressão entre a Isabel Alçada e a Alice Vieira e deu início à coisa...
6h18 para o Dilúvio
Desdobraste-te em esforço, Noé, mereces saber a verdade. Eu não sou o problema quanto ao transporte. Quando a àgua subir, eu estarei no meu meio. Passarei algumas privações pois será água doce, destilada, mas no fim tudo estará bem. O que me preocupa é mesmo estares a deitar trabalho à rua, podendo poupar tempo e esforço. Muitos animais surgirão, ainda hoje, para seguir na tua barcaça. Mas a alguns não permitirás a entrada. É que daqui a alguns anos, nem tantos assim, o homem extingui-los-á. O dodot, por exemplo. No Século XV já só existirão nas ilhas Seychelles e os marinheiros portugueses achá-los-ão tão apetitosos que dizimarão a espécie. Não vale a pena! Mas há muitos mais casos, como o dugongo-de-steller, o vison-marinho, o leão-do-atlas, o tigre-de-Bali, sei lá. Tu próprio terás tanta fome ao fim do 6.º dia que grelharás duas águias-de-bico-azul. A Bíblia não o refirirá, porém. Noé franziu o sobrolho e, desconfiado, disse Parece que vai chover. Sim, respondeu Igor, a Baleia, E esqueceste-te de me dar a ponta. Vai-te embora mas deixa-me um cigarrinho. Ok, até sempre, então, ó baleia-azul, disse Noé como que a fugir em largas passadas, pensando para consigo se alguma vez este episódio figuraria em algum documento e no que é que Teodora, sua mulher, estava a fazer para o almoço, se a esparguete à bolonhesa que o sacana do puto estava sempre a pedir, ou se os bifes da vazia do casal de vacas-de-um-só-corno que tinham aparecido de véspera e ele partira do princípio que outras surgirião no dia seguinte.
Mariachito - Pai... a história do Noé e a Baleia é parva...
dIAZ - Sim, filho... mas a música é linda! E, às vezes, ser parvo ou, vá lá, pateta, é bom!
Mariachito - Quero a do Pinóquio, pai...
quinta-feira, julho 02, 2009
XINAPÁ!
INSUPERÁVEL!!!
Los Campesinos, Lykke Li, Deadmau5, Late Of The Pier, Does It Offend You Yeah?, The Ting Tings, Mazgani, TV On The Radio, Klaxons, Crystal Castles e, por dEUS, nem que tenha de me cortar com o gargalo de uma Barca Velha de 98, os Fisherspooner... e, ainda, por cortesia da organização, coisas para podermos ir buscar cervejas e conversar, sem qualquer peso na consciência por não estar a ouvir, como os The Black Eyed Peas, Boss AC, Metallica, Ramp e Machine Head... (não estavam mesmo à espera que eu linkasse estes, pois não)?
Este ano, venha quem vier. Este é O TAL!
Los Campesinos, Lykke Li, Deadmau5, Late Of The Pier, Does It Offend You Yeah?, The Ting Tings, Mazgani, TV On The Radio, Klaxons, Crystal Castles e, por dEUS, nem que tenha de me cortar com o gargalo de uma Barca Velha de 98, os Fisherspooner... e, ainda, por cortesia da organização, coisas para podermos ir buscar cervejas e conversar, sem qualquer peso na consciência por não estar a ouvir, como os The Black Eyed Peas, Boss AC, Metallica, Ramp e Machine Head... (não estavam mesmo à espera que eu linkasse estes, pois não)?
Este ano, venha quem vier. Este é O TAL!
Curto e, pronto, ok, não grosso mas vá, de diâmetro aceitável...
Quem nunca ouviu o Jack Condon a cantar o La Javanaise do Serge... NÃO MERECE ESTAR VIVO!
Mas, como correria o risco de ficar sem os dois ou três leitores deste blogue... é favor clicar AQUI!
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segunda-feira, junho 29, 2009
No dia 9 de Abril de 2001...
... o dia estava quente, muito quente.
E, em Portugal, quando está quente, muito quente, as gentes ficam parvas. Ou patetas. Ou assim qualquer coisa a meio caminho entre o ofensivo e o fofucho...
Não consegui que NINGUÉM me acompanhasse ao concerto de Sigur Rós no CCB.
E ainda fiquei a sentir-me mal, porque ia enfiar-me no ar-condicionado de uma sala em vez de beber uma jolinha fresca no Adamastor ou na Graça, onde as jolinhas frescas sabem melhor em fins-de-tarde quentes, muito quentes.
Alguns anos mais tarde, aconteceu o que era, desde então, mais que certo.
Os Sigur Rós são um fenómeno.
E não há dia quente, muito quente, nem jolinhas frescas no Adamastor ou na Graça que consigam desencorajar quem já tenha um bilhete na mão.
Mas é com alguma tristeza que penso, porque nem há palavras que o consigam descrever, que foram poucos, muito poucos, os que viram aqueles putos de 21 anos a apresentar o primeiro álbum a um país que, afinal, os recebeu de braços abertos, ainda que apenas algum tempo depois.
Porque, nesse tempo, ver um concerto dos Sigur Rós era como tê-los na nossa própria cozinha, tocando ao mesmo tempo que nos esforçávamos (em 2001 não havia a Bimby) por fazer um Bacalhau conventual do qual nunca mais se esquecessem, assim como eu nunca esqueci aqueles arrepios de frio naquela noite quente, muito quente.
Daquele planar acima de todos os outros que, nos dias seguintes, fez o meu estar.
Uma forma quente, muito quente, de ver o mundo.
Eles levaram, também, algumas impressões.
Celebrou-se, no passado dia 12 de Junho, uma década sobre o lançamento do tal primeiro disco. E não foi sem uma gigantesca piscadela de olho a quem os viu daquela maneira, as mesmas projeccções de imagem no palco, o mesmo som, eco incluído, o mesmo intimismo, que os mEçoilos disponibilizaram, agora, uma filmagem do lançamento de ágætis byrjun na cidade que os viu parir, Reykjavík.
Encham de ar o peito e cliquem aqui e aqui...
E, em Portugal, quando está quente, muito quente, as gentes ficam parvas. Ou patetas. Ou assim qualquer coisa a meio caminho entre o ofensivo e o fofucho...
Não consegui que NINGUÉM me acompanhasse ao concerto de Sigur Rós no CCB.
E ainda fiquei a sentir-me mal, porque ia enfiar-me no ar-condicionado de uma sala em vez de beber uma jolinha fresca no Adamastor ou na Graça, onde as jolinhas frescas sabem melhor em fins-de-tarde quentes, muito quentes.
Alguns anos mais tarde, aconteceu o que era, desde então, mais que certo.
Os Sigur Rós são um fenómeno.
E não há dia quente, muito quente, nem jolinhas frescas no Adamastor ou na Graça que consigam desencorajar quem já tenha um bilhete na mão.
Mas é com alguma tristeza que penso, porque nem há palavras que o consigam descrever, que foram poucos, muito poucos, os que viram aqueles putos de 21 anos a apresentar o primeiro álbum a um país que, afinal, os recebeu de braços abertos, ainda que apenas algum tempo depois.
Porque, nesse tempo, ver um concerto dos Sigur Rós era como tê-los na nossa própria cozinha, tocando ao mesmo tempo que nos esforçávamos (em 2001 não havia a Bimby) por fazer um Bacalhau conventual do qual nunca mais se esquecessem, assim como eu nunca esqueci aqueles arrepios de frio naquela noite quente, muito quente.
Daquele planar acima de todos os outros que, nos dias seguintes, fez o meu estar.
Uma forma quente, muito quente, de ver o mundo.
Eles levaram, também, algumas impressões.
Celebrou-se, no passado dia 12 de Junho, uma década sobre o lançamento do tal primeiro disco. E não foi sem uma gigantesca piscadela de olho a quem os viu daquela maneira, as mesmas projeccções de imagem no palco, o mesmo som, eco incluído, o mesmo intimismo, que os mEçoilos disponibilizaram, agora, uma filmagem do lançamento de ágætis byrjun na cidade que os viu parir, Reykjavík.
Encham de ar o peito e cliquem aqui e aqui...
segunda-feira, junho 01, 2009
OMD... Para o DJ que sabe o que quer!
Esperei ANOS para poder escrever este post...
... porque, para quem acompanha as tendências músicais, basta um pouco de paciência.
São tão cíclicas, aquelas, como actividade sísmica.
Fui, pois, tão paciente quanto chegasse para nem sequer permitir que, aos primeiros sinais do ressurgimento do electro, saísse à rua, aos pulos, com esta na manga.
Agora sim, estou em condições de dizer que no Verão de 2009, DJ que é DJ tem de abrir o set com isto ou isto.
Porque para estar atento às novidades... basta comprar o Optimus Kanguru.
Arcaboiço e conhecimento, porém, daquele que nos leva às origens das coisas, ao porquê de 2+2 serem 4 e não Cu-a-Torze... é só para alguns!
... porque, para quem acompanha as tendências músicais, basta um pouco de paciência.
São tão cíclicas, aquelas, como actividade sísmica.
Fui, pois, tão paciente quanto chegasse para nem sequer permitir que, aos primeiros sinais do ressurgimento do electro, saísse à rua, aos pulos, com esta na manga.
Agora sim, estou em condições de dizer que no Verão de 2009, DJ que é DJ tem de abrir o set com isto ou isto.
Porque para estar atento às novidades... basta comprar o Optimus Kanguru.
Arcaboiço e conhecimento, porém, daquele que nos leva às origens das coisas, ao porquê de 2+2 serem 4 e não Cu-a-Torze... é só para alguns!
terça-feira, maio 26, 2009
Estória de Cantar
É a Velha & Gasta fábula da Branca de Neve.
Revisitada.
Sem os Sete Anões.
Para o que aqui vem à baila, os pequenotes não interessam.
Em cada década, ou outro período de tempo qualquer, alguém nasce com um dom.
Que lhe terá sido concedido para gáudio de terceiros mais do que para felicidade do próprio.
Pode ser Beleza ou outra dádiva qualquer.
Algo que faça estremecer, em mil e uma sensações arrebatadoras, inexplicáveis de forma imediata, a quem com tal se depara.
Pode ser, pois, Beleza ou outra graça qualquer.
Uma jacarandá bem no centro de uma propriedade de eucaliptos da Portucel.
Beleza ou outra mercê qualquer.
No caso do Andrew Bird, a Bruxa Má do Panorama Musical Actual estava a dormir.
Ou terá sido, propositadamente ou não, enganada por um Espelho Mágico das Grandes Editoras que, porventura, era apreciador de hip hop ou RnB ou outro imediatismo qualquer e ter-lhe-á dito Sim, há alguém genial, chama-se Beyoncé Knowles e vive para lá do Atlântico, para lá do Deserto dos Saguarus e junto à costa do Pacífico, ao invés de ter optado por Ele há um homem, de magérrima compleição, pouco cabelo à frente, nariz afilado, que mora num celeiro no Iowa, chama-se Andrew Bird, tem uma voz celestial e toca violino e guitarra com estrelas na ponta dos dedos.
Pode não ser, portanto, Beleza.
Temos então que, era uma vez, num lugar qualquer, há muito, muito tempo, um menino que nasceu numa cama de hospital onde não havia réstia de palha ou bafo de bovinos ou algo do género, para que, um dia, a Humanidade pudesse ter um altar onde adorar a genialidade. Porque Bird tem, por cima, a mão de algo Maior que abriga, na sua sombra, quem tem a capacidade de fazer de um qualquer momento um Lugar Melhor.
E eu serei seu Apóstolo, para sempre, mesmo depois do galo da Mediocridade cantar três ou mais vezes!
Revisitada.
Sem os Sete Anões.
Para o que aqui vem à baila, os pequenotes não interessam.
Em cada década, ou outro período de tempo qualquer, alguém nasce com um dom.
Que lhe terá sido concedido para gáudio de terceiros mais do que para felicidade do próprio.
Pode ser Beleza ou outra dádiva qualquer.
Algo que faça estremecer, em mil e uma sensações arrebatadoras, inexplicáveis de forma imediata, a quem com tal se depara.
Pode ser, pois, Beleza ou outra graça qualquer.
Uma jacarandá bem no centro de uma propriedade de eucaliptos da Portucel.
Beleza ou outra mercê qualquer.
No caso do Andrew Bird, a Bruxa Má do Panorama Musical Actual estava a dormir.
Ou terá sido, propositadamente ou não, enganada por um Espelho Mágico das Grandes Editoras que, porventura, era apreciador de hip hop ou RnB ou outro imediatismo qualquer e ter-lhe-á dito Sim, há alguém genial, chama-se Beyoncé Knowles e vive para lá do Atlântico, para lá do Deserto dos Saguarus e junto à costa do Pacífico, ao invés de ter optado por Ele há um homem, de magérrima compleição, pouco cabelo à frente, nariz afilado, que mora num celeiro no Iowa, chama-se Andrew Bird, tem uma voz celestial e toca violino e guitarra com estrelas na ponta dos dedos.
Pode não ser, portanto, Beleza.
Temos então que, era uma vez, num lugar qualquer, há muito, muito tempo, um menino que nasceu numa cama de hospital onde não havia réstia de palha ou bafo de bovinos ou algo do género, para que, um dia, a Humanidade pudesse ter um altar onde adorar a genialidade. Porque Bird tem, por cima, a mão de algo Maior que abriga, na sua sombra, quem tem a capacidade de fazer de um qualquer momento um Lugar Melhor.
E eu serei seu Apóstolo, para sempre, mesmo depois do galo da Mediocridade cantar três ou mais vezes!
sexta-feira, maio 15, 2009
Caem caem pequenas gotas de bonito
Desta vez, não se fez acompanhar de uns quaisquer.
Já tem três discos e qualquer um deles chamará, para ali ao lado do seu piano, os melhores.
E assim foi.
Mais alto que todos, o baixista, um portento de serenidade, ao lado do baterista, inexcedível.
Ao lado do enorme piano, de onde Ele nunca saíu, duas guitarras, dois violinos, um violoncelo, saxo e clarinete.
Antony só saíu da escuridão total ao terceiro tema.
Ainda assim, ficou na penumbra.
Falou de ter sido educado em seio católico para descobrir, aos seus Trinta e Tais, que, afinal, Jesus haveria de voltar na forma de uma mulher, coisa que parece estranha (não tão estranha como o próprio Antony, porém), a não ser que servisse de intróito a Everglade. Pois!
Os momentos mais apoteóticos pertenceram, com a banda a dar uma de filarmónica, mas afinadíssima, se não for isto uma antítese, a Shake That Devil, Her Eyes Are Underneath the Ground e, claro, Fistfull Of Love.
Os mais intimistas passaram por nós, mais próximos dele, sob a forma de temas como Another World, For Today I Am a Boy, You Are My Sister e o fabuloso retorno do perdido Twilight, que nunca pensei ter ali lugar... e por muito que tivesse faltado o The Lake, desse Grande EP homónimo.
Meu, só meu, foi o I Fell in Love with a Dead Boy, tema que está nesse vinil, fazendo lembrar o velhinho formato de Maxi Single, que comprei no fim do concerto de 2004. Quando cheguei a casa, olhei para o velho prato Sony. E lá estava ele, sobre o anti-estático da Ninja Tune, provando que sou um gajo eclético.
Vinha na ideia adormecer a ver, pela enésima vez, o Heima.
Mas achei por bem que prolongar o que havia deixado há tão pouco tempo seria acabar o dia em grande.
E foi.
Gosto de me sentir um privilegiado.
Mas com razões para isso.
PIM!
Já tem três discos e qualquer um deles chamará, para ali ao lado do seu piano, os melhores.
E assim foi.
Mais alto que todos, o baixista, um portento de serenidade, ao lado do baterista, inexcedível.
Ao lado do enorme piano, de onde Ele nunca saíu, duas guitarras, dois violinos, um violoncelo, saxo e clarinete.
Antony só saíu da escuridão total ao terceiro tema.
Ainda assim, ficou na penumbra.
Falou de ter sido educado em seio católico para descobrir, aos seus Trinta e Tais, que, afinal, Jesus haveria de voltar na forma de uma mulher, coisa que parece estranha (não tão estranha como o próprio Antony, porém), a não ser que servisse de intróito a Everglade. Pois!
Os momentos mais apoteóticos pertenceram, com a banda a dar uma de filarmónica, mas afinadíssima, se não for isto uma antítese, a Shake That Devil, Her Eyes Are Underneath the Ground e, claro, Fistfull Of Love.
Os mais intimistas passaram por nós, mais próximos dele, sob a forma de temas como Another World, For Today I Am a Boy, You Are My Sister e o fabuloso retorno do perdido Twilight, que nunca pensei ter ali lugar... e por muito que tivesse faltado o The Lake, desse Grande EP homónimo.
Meu, só meu, foi o I Fell in Love with a Dead Boy, tema que está nesse vinil, fazendo lembrar o velhinho formato de Maxi Single, que comprei no fim do concerto de 2004. Quando cheguei a casa, olhei para o velho prato Sony. E lá estava ele, sobre o anti-estático da Ninja Tune, provando que sou um gajo eclético.
Vinha na ideia adormecer a ver, pela enésima vez, o Heima.
Mas achei por bem que prolongar o que havia deixado há tão pouco tempo seria acabar o dia em grande.
E foi.
Gosto de me sentir um privilegiado.
Mas com razões para isso.
PIM!
quinta-feira, maio 14, 2009
quarta-feira, maio 13, 2009
Um dia, quando o Sol nascer mais brilhante e para todos, surdos também...
... os Xutos & Pontapés vão acordar do seu estado letárgico, característico dos que pensam que ainda constituem, do verbo ser, alguma coisa, qualquer coisa que seja, e tropeçarão em algo como isto.
Depois, no dia seguinte, decidir-se-ão a sair da claustrofóbica divisão cujo reduzido espaço criativo partilham, ainda, com os UHF, os Delfins, os 7.ª Legião e outros...
... e desistirão!
E então, as Primaveras poderão continuar a vir, em força, com fulgor reanimado em matizes de verde e púrpura e carmim, sem vergonha, ao contrário dos anos em que esse grupo de rapazes lança um novo álbum.
Depois, no dia seguinte, decidir-se-ão a sair da claustrofóbica divisão cujo reduzido espaço criativo partilham, ainda, com os UHF, os Delfins, os 7.ª Legião e outros...
... e desistirão!
E então, as Primaveras poderão continuar a vir, em força, com fulgor reanimado em matizes de verde e púrpura e carmim, sem vergonha, ao contrário dos anos em que esse grupo de rapazes lança um novo álbum.
segunda-feira, maio 11, 2009
Ó Zorze...
Clica aqui e, se tiveres pressa, avança até aos 4 minutos!
Depois, lubrifica bem o Jazz e mete-o no cu!
Depois, lubrifica bem o Jazz e mete-o no cu!
sexta-feira, maio 08, 2009
Da Sensibilidade Gay
Ok, é oficial.
Depois do Antony, do Rufus, do gajo dos Panda Bear, do Owen Pallett, do maninho dos Magnetic Fields, do Morrissey e outros TANTOS, percebi que o vocalista dos Radiohead salvava-nos. Porque depois do protesto de mulheres de todo o mundo contra o crescente número de homossexuais (porque é fashion), ostentando, e com razão, t-shirts com a frase Eu Também Tenho Cu, gritemos nós também, graças a esse grande Thom Yorke, Isto da Sensibilidade Musical Não é Só Coisa de Rotos!
Ou é?
Pois que, para grande surpresa minha, o Senhor (assim, mesmo, em Caixa Alta) vocalista dos Sigur Rós, Jon Thor Birgisson (Jonsi, para os amigos) levou a cabo, com o seu namorado Alex Somers, a gravação de um álbum que estará à venda, pela mítica Parlophone, a partir de 20 de Julho. Em Portugal, portanto, lá para o Natal.
Riceboy Sleeps é o nome da banda que, até agora, e à excepção da faixa Happiness, presente na compilação Dark Was The Night, apenas era conhecida por algumas produções artísticas (instalações e pequenos clips de vídeo) e subsequentes exposições em Reykjavik e Londres. Duas destas "peças" acompanham faixas do álbum e, claro, quem me conhece sabe que o dIAZ nunca vos deixaria de água na boca: All The Big Trees e Daníell In The Sea são, pois, prova que isto das sensibilidades acima do normal não é coisa para malta do tunning e dos U2 e dos Centros Comerciais, mas também não é preciso ser-se homofóbico.
Decido-me agora a aventar que este disco é inteiramente constituído pela mesmíssima música dos Sigur Rós, mas na estrita medida em que não chega a entrar na tão característica apoteose dos mesmos. Ficamos, pois, naquele prolongadíssimo flutuar que antecede o orgasmo, um crescendo tantricado de forma a que nunca lá cheguemos. Todos ou apenas quem não é sensível?
A descrição acima é suficientemente vaga para que possa acicatar a curiosidade, mas informativa que chegue para quem já chegue atrasado a clicar aqui.
Ou pensavam que o dIAZ vos ia deixar sem A COISA?
Depois do Antony, do Rufus, do gajo dos Panda Bear, do Owen Pallett, do maninho dos Magnetic Fields, do Morrissey e outros TANTOS, percebi que o vocalista dos Radiohead salvava-nos. Porque depois do protesto de mulheres de todo o mundo contra o crescente número de homossexuais (porque é fashion), ostentando, e com razão, t-shirts com a frase Eu Também Tenho Cu, gritemos nós também, graças a esse grande Thom Yorke, Isto da Sensibilidade Musical Não é Só Coisa de Rotos!
Ou é?
Pois que, para grande surpresa minha, o Senhor (assim, mesmo, em Caixa Alta) vocalista dos Sigur Rós, Jon Thor Birgisson (Jonsi, para os amigos) levou a cabo, com o seu namorado Alex Somers, a gravação de um álbum que estará à venda, pela mítica Parlophone, a partir de 20 de Julho. Em Portugal, portanto, lá para o Natal.
Riceboy Sleeps é o nome da banda que, até agora, e à excepção da faixa Happiness, presente na compilação Dark Was The Night, apenas era conhecida por algumas produções artísticas (instalações e pequenos clips de vídeo) e subsequentes exposições em Reykjavik e Londres. Duas destas "peças" acompanham faixas do álbum e, claro, quem me conhece sabe que o dIAZ nunca vos deixaria de água na boca: All The Big Trees e Daníell In The Sea são, pois, prova que isto das sensibilidades acima do normal não é coisa para malta do tunning e dos U2 e dos Centros Comerciais, mas também não é preciso ser-se homofóbico.
Decido-me agora a aventar que este disco é inteiramente constituído pela mesmíssima música dos Sigur Rós, mas na estrita medida em que não chega a entrar na tão característica apoteose dos mesmos. Ficamos, pois, naquele prolongadíssimo flutuar que antecede o orgasmo, um crescendo tantricado de forma a que nunca lá cheguemos. Todos ou apenas quem não é sensível?
A descrição acima é suficientemente vaga para que possa acicatar a curiosidade, mas informativa que chegue para quem já chegue atrasado a clicar aqui.
Ou pensavam que o dIAZ vos ia deixar sem A COISA?
segunda-feira, abril 27, 2009
Por uma semana mais digna
Old Songs, New Perspectives...
Realizado por Martin De Thurah, com a Karin Dreijer dos The Knife... Ela anda aí a solo, a sua banda tem um novo álbum, os Royksopp também e, pronto, sempre é desculpa para um ou outro sorriso.
Realizado por Martin De Thurah, com a Karin Dreijer dos The Knife... Ela anda aí a solo, a sua banda tem um novo álbum, os Royksopp também e, pronto, sempre é desculpa para um ou outro sorriso.
quinta-feira, abril 09, 2009
E, no seguimento do post anterior...
... escrevo este, fazendo conta de deixá-lo por aqui, a flutuar na blogosfera durante alguns dias.
Aliás, apetecia-me mesmo que este blogue acabasse por aqui...
Não acredito que haja melhor forma de o eternizar.
Ainda que não lhe conceda essa qualidade toda.
É só porque me deu algum trabalho.
E antes que se pense que lá se foi o meu último resquício de humildade, acrescento, ainda que vá ser óbvio umas quantas linhas abaixo... tal não se deve a mim.
É algo de que sei há algum tempo mas só agora decido, num altruismo sem par, partilhar, não fora esse um dos grandes objectivos de cá andar, animália fosse o Mundo, imundo, pois.
Para mim, são horas e horas de encantamento de petiz.
Para quem queira, também.
Mas não é coisa que arrebate quaisquer sensibilidades.
Ou então, e porque esta coisa da aculturação vai-se dando ao longo da vida, é sempre tempo de nos educarmos a nós próprios.
A vontade é uma coisa belíssima.
Assim, e abrindo de seguida o Portão para um Admirável Mundo Novo, chamo a mim o papel de Guardião que, assolado por um espasmo de bondade, permite a entrada para aquilo a que os Puros chamarão de Paraíso. Sei que só esses ficarão. Os outros, voltarão a sair de fininho. Não os culparei... Este mundo não nos concede tempo para zelar pelo nosso enriquecimento.
Vinde, então, meus filhos.
Clicai aqui!
Aliás, apetecia-me mesmo que este blogue acabasse por aqui...
Não acredito que haja melhor forma de o eternizar.
Ainda que não lhe conceda essa qualidade toda.
É só porque me deu algum trabalho.
E antes que se pense que lá se foi o meu último resquício de humildade, acrescento, ainda que vá ser óbvio umas quantas linhas abaixo... tal não se deve a mim.
É algo de que sei há algum tempo mas só agora decido, num altruismo sem par, partilhar, não fora esse um dos grandes objectivos de cá andar, animália fosse o Mundo, imundo, pois.
Para mim, são horas e horas de encantamento de petiz.
Para quem queira, também.
Mas não é coisa que arrebate quaisquer sensibilidades.
Ou então, e porque esta coisa da aculturação vai-se dando ao longo da vida, é sempre tempo de nos educarmos a nós próprios.
A vontade é uma coisa belíssima.
Assim, e abrindo de seguida o Portão para um Admirável Mundo Novo, chamo a mim o papel de Guardião que, assolado por um espasmo de bondade, permite a entrada para aquilo a que os Puros chamarão de Paraíso. Sei que só esses ficarão. Os outros, voltarão a sair de fininho. Não os culparei... Este mundo não nos concede tempo para zelar pelo nosso enriquecimento.
Vinde, então, meus filhos.
Clicai aqui!
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