terça-feira, setembro 02, 2008

Madrigal (ou não) e gritar como quem tem razão!

Foi com surpresa, agrado e muita, muita saudade que, um dia destes, a colocar ponto final numa birra, fiz Load Aspas Aspas Enter no leitor de DVD lá de casa com A Ilha das Cores no seu interior para, festinha aqui, seca lagriminha ali, abracinho acolá, oiço uma voz familiar.
Mário Viegas, pá!
Onde andaste, amigo?
Sinto falta do teu Portugal, quero beijar-te muito, mas muito apaixonadamente... na boca!
D'A Tabacaria, também.
Mas vejo que eras um homem da pequenada, também.
Ora deixa-me ouvir-te melhor.
Rewind:

"Catrapás!
Catrapás!
Catrapás!
Catrapás!
Catrapás!
Que grande poeira
o cavalo faz.
Catrapés!
Catrapés!
Ele anda com rodas
Eu ando sem pés.
Catrapis!
Catrapis!
É um bom cavalinho:
Toda a gente diz.
Catrapós!
Catrapós!
Quando mais o puxam
Mais ele é veloz.
Mas caio, Jesus!
Parte-se o cavalo
Catrapus!
Catrapus!"

Bem, sendo assim, não há que ter vergonha, pois não?
Ainda bem!

Na folha que leva o rio
No rio que leva ao mar
No mar que me leva
toda a vida se queda
a ouvir-me passar

É o melro que canta
outro ali, ao despique
diz-me ser melhor canoro
e eu, em silêncio, ignoro
se daqui ao dique
quanto mais me espanta

Sei que ao cair das águas
se arreda todo o tempo
manto branco, mil fantasmas
segredam, num momento
"Diz-lhe quanto a amas
às palavras leva o vento".

Então, erguido
encho toda a peitaça
chamo a mim todo o ar em vida
e grito, mas a mordaça
quer-me calado, a puta

Levo a vida à sua batuta...


PIM!!!!

2 comentários:

1entre1000's disse...

PAM, PUM!
ele há nomes e pessoas imortais... pois é o que é!

Zorze disse...

Andas a dar nos "Jardins Jalecos" esquecidos deste país!