Quando ouvires o Spark, fecha os olhos e imagina uma vasta planície alentejana que termina numa ladeira para um grande vale. Lá ao fundo corre um ribeiro. Vais descer essa colina, a correr, mas só quando a música acabar. Até lá, abres os braços e deixas o vento passar por ti, por esse vestido de algodão que trazes sem nada por baixo. Os teus pêlos nos braços, pequenos, loiros, erguem-se num aplauso em uníssono. É o mesmo arrepio que, por momentos, entumesce os teus mamilos, escurece o auréolo. Sentes, na planta dos pés descalços, alvos, sem veias, a leve vibração da folhagem das oliveiras. Entre os dedos, brincas com uma pequena bolota que caíu dessa grande azinheira que te concede sombra. Abres as mãos como se esperasses ver o indicador usado como poiso por um gaio, uma poupa, um pisco de peito ruivo, um melro. Deseja-lo. A música acaba. Agora ouves o sino de uma aldeia longínqua e os chocalhos de um rebanho. Não é menos bonito, pensas. Suspiras. E corres. Voltas a fechar os olhos. Sentes o perfume das flores de tremoceiro que pisas...
...sinto o perfume dos teus cabelos.
8 comentários:
Spark da Amos?
Prosa armada em quê? Cu quantos? E depois vais a ler e apanhas com uma cena no alentejo com pelos e mamilos e oliveiras e até gaios, mas no fim cu cu lus, nem vê-los. Queres ver que estás a tornar um gajo sensivel? Bom, tu queres ver...aí
Abraço,
Miguel
Spark dos The Bird And The Bee
Levo-te hoje...
...odeio-te ignorante!
Ó Miguel...
Sensível quê? Bichana?
Eu falei de mamilos, pá, não falei de abdominais!
Ignorante? Pelo menos, não sou eu quem tem uma vagina lassa, sua kenga ordinária, drogada e feia!
Tenho comigo o Johnny Cash... a versão do Hurt dos Nine Inch Nails está lá... ah, pois é, bebé!!!
:)
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