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quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Higiene / Assepsia

São dois conceitos que, hoje em dia, se confundem.
Aliás, a malta anda confusa, pelo que nem será esta uma das maiores indistinções.
Eu é que tenho saudades de apanhar uma pêra com lagarta.
Que sabia a pêra, por sinal.
Ou de esquecer-me de limpar um pouco de açúcar do balcão da cozinha para, daí a uma hora, ter um carreiro de formigas daí a um pequeno orifício que ia dar a sei-lá-onde.

Sinceros parabéns a quem conseguiu colocar-nos nesta redoma que, há 20 anos atrás, só era concebível em filmes de ficção científica.
Sinceros parabéns a quem gasta do seu dinheiro a consumir (ou, pior, a dar aos filhos), actiméis e el casei imunitasses afins.
Sinceros parabéns à indústria farmacêutica que, desta forma, garantiu a sua longevidade e empregos nos laboratórios quando a Crise, mais que esperada, chegasse.
E, em nome da Humanidade, obrigada a quem contribui para isto numa base diária.
Bem podem continuar a reciclar se, por outro lado, amukinam a salada!

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Decisions for LIFE

É com mágoa que tomo a decisão.
Com pesar, desgosto e muitos, muitos remorsos que, desconfio, prosseguirão no tempo.

Sempre tive a Super Bock como cerveja de gaja!
Doce, leve, quase sem gás quando se bebe da garrafa, intragável quando é de lata.
À Sagres conhecia-a desde as fotos da Guerra da Guiné do meu pai, dos piqueniques na Lagoa de Albufeira, das prateleiras das tascas onde, pela mão do meu avô Chico Padeiro, mendigava uma sombrinha da Regina.
Travei, com ela, anos mais tarde, um conhecimento mais próximo. As primeiras bezanas e o desconhecimento de como lidar com elas, com aquele chão que fugia, com os ombros onde tinha de me apoiar.
Àquela garrafa, nesse tempo ainda bojuda, confessei paixões e segredos, pacientemente, até que as gotículas empolassem o rótulo e esse descolasse, elegantemente, do vidro castanho.
Aquele sabor, ligeiramente amargo, era viril, refrescante mas também alimentício. Deu-me de comer em tempo de fomes de espírito.

Um dia, ainda novito, fui ao Porto.
Pedi Sagres em inúmeros cafés.
Nada!
Apenas olhares desconfiados.
Então quero uma mini.
Suó Creistále!
Ou seja... o que para mim era uma gorda garrafa de 33cl unindo Portugal era, afinal, brazão sulista de quem os fiéis consumidores de Super Bock queriam independência, nem que fosse económica.
Uma tasca de porta debruada a anil em parede caiada, ao lado da qual um pequeno degrau acolhe uma série de gente, sentada, de bóina e samarra, olhando o montado defronte, de Sagres na mão? Marruócos!
Caracóis e Sagres? Com meil frauncesinhas!!!
Decidi, então, que não tocaria numa Super Bock. Só em caso de vida ou morte! E assim andei, ideologicamente satisfeito, até hoje:

O suplemento de economia do Público faz contas... o único accionista da Central de Cervejas, que produz e distribui a Sagres, é a Heineken. Empregam 1000 trabalhadores.
A Unicer, de onde sai a Super Bock, emprega o dobro dos portugueses e apenas 44% dos lucros sai do país para a Carlsberg. Os restantes 56% das acções pertencem à Viacer (Violas, Arsopi e BPI)...

Em tempos de crise, são as pequenas iniciativas individuais que garantem a viabilidade de alguns empregos. E é por isso que beberei, a partir de agora, Super Bock, com esporádicas traições (só uns beijinhos) numa ou noutra mini.

Mas choro!

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Free Advice 4 a Better 2009

1. Não acredites em verdades sem lirismo

1a. Melhor a mentira desde que a cantar

2. Não confies em pessoas com hircismo

3. Não te encolhas se tens de mijar

terça-feira, julho 29, 2008

This Is Not What It Looks Like......... or is it?

Amo a todos vós.
Mesmo àqueles que, lendo esta frase, ridiculó-incomodamente redonda, pensam que não.
Esqueçam todas as vezes que usei, de forma desonesta, a minha voz de barítono para, por cima de todas as outras, expressar opiniões que encerravam todas as certezas do mundo.
Aparências.
Nunca tive certezas de nada, à excepção da certeza que isto encerra.
Ah, e há outra: gostei de cá andar.
Muito.
Não por mim...
Importo-me bem pouco.
Alimentei-me, como um vampiro, de todos vós, para sustentar a minha alegria.
Que foi imensa.
O que dará origem a lugares-comuns como: "Mas ele era tão alegre...".
É simples.
Por isso mesmo.
Por não me permitir ao supérfluo luxo de, sem ela, prosseguir.
Bastos são todos os outros.
Nem uma grama de alegria a menos.
Nunca.
Seria desonesto para convosco, não comigo... para esse, basto-me!
Senti-me, de há algum para cá, distanciar-me-vos na estrita medida em que afastei-vos-me.
Ou vice-versa.
E não poder desfrutar de vos ter, a todos, em meu redor, por minha própria acção, empurrou-me.
Fui eu, portanto.
As usual...

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Bisogno di vacacione...

Julgo ser a Sexta Vez que digo, de mim para comim, mas também a outros (isso é que chateia): “Vou, finalmente, ver Deolinda”. Desta feita, não tinha que enganar. Galeria ZDB. Fácil. Bem… já foi na Incrível, o que teria tudo para ser ainda mais fácil.
Esqueci-me, contudo (e isto também não é nada bom), que o aniversário da Dona Rita dIAZ calharia, provavelmente, na mesma noite. E lá fui eu, carregado com a ENORME prenda da Tenrinha. Ficou no carro.

Dou, assim, a mão à palmatória e digo, mais uma vez, algo que sempre disse que nunca diria: "Estou a precisar de férias"!

A vida é cadela!

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Resolução de Ano Novo (uma delas)

ASAE, aumenta isto e aquilo, não fumar em sítio algum, 21% de IVA, Mensagem de Ano Novo do Pacóvio de Boliqueime, linhas de Muito Alta Tensão e tantas outras coisas de que não me lembro agora...

Este país está a tornar-se inabitável!

terça-feira, janeiro 02, 2007

Convivamos, então, se bem que apenas com Os Outros

Para quem não liga a essas coisas de raíz linguística, há-que explicar. Um conviva só o poderá ser se for convidado.
Socialmente, o acto de não convidar alguém é não só facilmente justificável como também aceitável mesmo que a justificação para isso não exista.
Sociologicamente, porém, já a porca torce o rabo, o burro está nas couves e o caldo extravasa! Comporta a génese da maldade que reside no reconhecimento de que, ao fazê-lo, se vai condenar o não-convidado a não conviver.
Assim, temos que da primeira forma não se convida alguém porque há esquecimento, desconsideração e até desprezo por aquele que, dessa forma, é impedido de ser conviva. Este passa a saber que, naquele círculo de relações sociais, não passa agora (outrora fazia parte da casta), de pária. Para que isto aconteça, há sempre uma razão, ainda que apenas socialmente justificável. Mas há. É, então, lá está, socialmente compreensível.
À luz da sociologia, por outro lado, esse mesmo acto significa que não se acha o outro digno de convívio, ponto! E tal é, ainda que socialmente aceitável, humanamente desprezível.
Ou desumano, vá.
E se em Sociologia se diz que "O Homem é um animal Social", já é tempo da Caras, revista Social, ter uma capa com o título: "Há formas bem mais subreptícias de tratar alguém como a um animal!"