Não perceber que se celebra a hipocrisia quando é preciso uma desculpa para juntar a família num jantar, trocando presentes que têm hora e local marcado para a entrega!
terça-feira, dezembro 23, 2008
Um Adeus Português ao Natal...
Deve ser muito triste ser-se católico.
Não perceber que se celebra a hipocrisia quando é preciso uma desculpa para juntar a família num jantar, trocando presentes que têm hora e local marcado para a entrega!
Não perceber que se celebra a hipocrisia quando é preciso uma desculpa para juntar a família num jantar, trocando presentes que têm hora e local marcado para a entrega!
segunda-feira, dezembro 22, 2008
Estou condenado a ser pobre...
sexta-feira, dezembro 19, 2008
REFÂNGIO DE BEM-ESTAR
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA
quinta-feira, dezembro 18, 2008
THE VERY BEST OF 2008
Eis um dos momentos mais aguardados do ano.
Por parte, enfim, dos meus amigos.
Uma ou duas pessoas, portanto.
Ou talvez nem isso.
Tenho um cágado com uma expressão de quem aguarda por isto com algum nervosismo, pronto.
Chama-se Chico.
Porque Jacó já é o papagaio.
O que é um mote excelente para o que vou dizer a seguir:
Abaixo não figurarão os Radiohead porque a edição oficial do In Rainbows data de Janeiro de 2008 mas os minimamente interessados já o tinham descarregado, desde Novembro, legalmente e a partir do site oficial, por €0,50.
Posto isto, aqui vai (Blogue da Radar, eat your heart out, mais esses palhaços que acham que os Last Shadow Puppets e os X-Wife têm lugar numa coisa desta amplitude):
10. Crystal Castles, Crystal Castles
9. Vampire Weekend, Vampire Weekend
8. Wild Beasts, Limbo, Panto
7. Shearwater, Rook
6. Joan As Police Woman, To Survive
5. Sigur Rós, Med Sud I Eyrum Vid Spilum Endalaust
4. Beck, Modern Guilt
3. Okkervil River, The Stand Ins
2. Bon Iver, For Emma, Forever Ago
1. Fleet Foxes, Fleet Foxes
Por parte, enfim, dos meus amigos.
Uma ou duas pessoas, portanto.
Ou talvez nem isso.
Tenho um cágado com uma expressão de quem aguarda por isto com algum nervosismo, pronto.
Chama-se Chico.
Porque Jacó já é o papagaio.
O que é um mote excelente para o que vou dizer a seguir:
Abaixo não figurarão os Radiohead porque a edição oficial do In Rainbows data de Janeiro de 2008 mas os minimamente interessados já o tinham descarregado, desde Novembro, legalmente e a partir do site oficial, por €0,50.
Posto isto, aqui vai (Blogue da Radar, eat your heart out, mais esses palhaços que acham que os Last Shadow Puppets e os X-Wife têm lugar numa coisa desta amplitude):
10. Crystal Castles, Crystal Castles
9. Vampire Weekend, Vampire Weekend
8. Wild Beasts, Limbo, Panto
7. Shearwater, Rook
6. Joan As Police Woman, To Survive
5. Sigur Rós, Med Sud I Eyrum Vid Spilum Endalaust
4. Beck, Modern Guilt
3. Okkervil River, The Stand Ins
2. Bon Iver, For Emma, Forever Ago
1. Fleet Foxes, Fleet Foxes
segunda-feira, dezembro 15, 2008
Cinematografilologia
Blood Simple (1984), Crimewave (1985, Raising Arizona (1987), Miller's Crossing (1990), Barton Fink (1991), The Hudsucker Proxy (1994), Fargo (1996), The Big Lebowski (1998), O Brother, Where Art Thou? (2000), The Man Who Wasn't There (2001), Intolerable Cruelty (2003), The Ladykillers (2004), Paris, je t'aime (2006), No Country for Old Men (2007) e, finalmente, Burn After Reading (2008).
Ou seja, de uma forma alternada, embora nada rígida, uma comédia e um drama, em 24 anos.
Um pouco como o Lynch e os seus filmes normais (The Elephant Man e The Straight Story), alternados com filmes à Lynch (Mulholand Drive e Lost Highway).
Agora, depois do Óskar, atribuído a um drama, a malta despertou para os Cohen. Ainda bem. Nunca é tarde. Mas há as comédias. E eu pensei, sinceramente, que seria impossível fazer melhor que no The Big Lebowski ou Raising Arizona.
É possível.
E a cara da Frances no parque, a olhar para todos os homens, a cara do Brad Pitt antes de levar o tiro, a cara do Clooney ao mostrar a sua “invenção” na cave, ou um Malcovitch, de martelo na mão, roupão e boxers, a caminhar, de perninhas tortas, pelo cais, valem UM QUARTO DE SÉCULO de cinema.
Mas isso sou eu, que até de César Monteiro gosto.
O que me concede conhecimento de causa para poder parafrazeá-lo:
Quero é que os críticos se fodam!!!
Ou seja, de uma forma alternada, embora nada rígida, uma comédia e um drama, em 24 anos.
Um pouco como o Lynch e os seus filmes normais (The Elephant Man e The Straight Story), alternados com filmes à Lynch (Mulholand Drive e Lost Highway).
Agora, depois do Óskar, atribuído a um drama, a malta despertou para os Cohen. Ainda bem. Nunca é tarde. Mas há as comédias. E eu pensei, sinceramente, que seria impossível fazer melhor que no The Big Lebowski ou Raising Arizona.
É possível.
E a cara da Frances no parque, a olhar para todos os homens, a cara do Brad Pitt antes de levar o tiro, a cara do Clooney ao mostrar a sua “invenção” na cave, ou um Malcovitch, de martelo na mão, roupão e boxers, a caminhar, de perninhas tortas, pelo cais, valem UM QUARTO DE SÉCULO de cinema.
Mas isso sou eu, que até de César Monteiro gosto.
O que me concede conhecimento de causa para poder parafrazeá-lo:
Quero é que os críticos se fodam!!!
quinta-feira, dezembro 11, 2008
Este Vosso Povo Que Me Fala
Setembro último andei lá para riba.
Douro.
O tempo era de vindimas.
Se este Verão não tivesse sido, efectivamente, uma miséria franciscana.
Como foi.
Especialmente ali, entre vales e escarpas, onde a coisa raramente subiu acima dos 28ºC.
Ou seja, uvas qu'é bom, NADA!
Daquelas com muito açúcar para graduar a pinga, muito menos.
Ou seja... não querendo fazer contra-publicidade, quem comprar durienses de 2008 é totó.
Até porque nem é disto que quero falar.
O que faz de mim um tratante.
Lá arriba, chamar-me-ão, desconfio, um pouco mais que apenas isso.
Ou estão a ver aquela malta, conhecida pelas papas na língua (chame-se a atenção para o facto de aqui haver ironia), a debitar algo como Que inoportuno, aquele cabotina! Vem para aqui, mama do bom e das melhores quintas e agora estraga-nos o negócio? Que maroto, se não mesmo patife!
Das janelas do Aquapura Douro Valley, em Vale Abraão, que agora é hotel mas foi apenas um palacete ensolarado, cenário para o filme homónimo do senhor que faz hoje 100 anos, o que é curioso mas seria, para mim, mais agradável se o pudesse relacionar directamente com Agustina, paciência, vê-se o correr do D'Ouro e, lá ao fundo, Peso da Régua que, não sendo particularmente bonita, não é a Rocha Conde d'Óbidos, onde a Amália "vendia laranjas" em mais novinha e de buço ainda ralo, delícia de estivadores e mareantes que tais.
Da biblioteca também.
Que é onde está, perdido numa estante, o Património Imaterial do Douro, Narrações Orais - Contos, Lendas, Mitos Vol.1, de Alexandre Perafita, editado pelo Museu do Douro.
E lembro-me imediatamente de um MEC fedelho a tentar tirar do sério um Agostinho da Silva com algo como Os portugueses são burros, ao que o Mestre respondeu O vosso problema, intelectuais, é que só se dão com intelectuais! Que portugueses conhece o meu amigo? Vá para o interior, fale com as gentes e surpreenda-se.
Sim.
Longe, bem longe das grandes cidades, onde nos são oferecidas, em doses idênticas, a estupidificação e a comida de merda cara (a comida, não a merda), o povo português é o Maior do Mundo. Sábio mas humilde, malandro mas petiz.
E é com esta Verdade Absoluta, porque não aceito opiniões contrárias, e podem morder-se à vontade, que abro ao calhas o alfarrábio, para ler:
Havia um homem ali no Arcozelo (povoação vizinha de Sendim), que chegou a casa e disse:
"Ó mulher, tira o panelo e põe a panela
Que vi lá em baixo uma abóbora e vou para ela"
Quando foi, pois, à horta onde a avistara, com o intuito de roubá-la, deparou-se com a sua falta. Volta para casa, de mãos vazias, a fome como sempre e, ao entrar, diz muito arreliado:
"Ó mulher, tira a panela e põe o panelo
muita puta-ladra há no Arcozelo".
Douro.
O tempo era de vindimas.
Se este Verão não tivesse sido, efectivamente, uma miséria franciscana.
Como foi.
Especialmente ali, entre vales e escarpas, onde a coisa raramente subiu acima dos 28ºC.
Ou seja, uvas qu'é bom, NADA!
Daquelas com muito açúcar para graduar a pinga, muito menos.
Ou seja... não querendo fazer contra-publicidade, quem comprar durienses de 2008 é totó.
Até porque nem é disto que quero falar.
O que faz de mim um tratante.
Lá arriba, chamar-me-ão, desconfio, um pouco mais que apenas isso.
Ou estão a ver aquela malta, conhecida pelas papas na língua (chame-se a atenção para o facto de aqui haver ironia), a debitar algo como Que inoportuno, aquele cabotina! Vem para aqui, mama do bom e das melhores quintas e agora estraga-nos o negócio? Que maroto, se não mesmo patife!
Das janelas do Aquapura Douro Valley, em Vale Abraão, que agora é hotel mas foi apenas um palacete ensolarado, cenário para o filme homónimo do senhor que faz hoje 100 anos, o que é curioso mas seria, para mim, mais agradável se o pudesse relacionar directamente com Agustina, paciência, vê-se o correr do D'Ouro e, lá ao fundo, Peso da Régua que, não sendo particularmente bonita, não é a Rocha Conde d'Óbidos, onde a Amália "vendia laranjas" em mais novinha e de buço ainda ralo, delícia de estivadores e mareantes que tais.
Da biblioteca também.
Que é onde está, perdido numa estante, o Património Imaterial do Douro, Narrações Orais - Contos, Lendas, Mitos Vol.1, de Alexandre Perafita, editado pelo Museu do Douro.
E lembro-me imediatamente de um MEC fedelho a tentar tirar do sério um Agostinho da Silva com algo como Os portugueses são burros, ao que o Mestre respondeu O vosso problema, intelectuais, é que só se dão com intelectuais! Que portugueses conhece o meu amigo? Vá para o interior, fale com as gentes e surpreenda-se.
Sim.
Longe, bem longe das grandes cidades, onde nos são oferecidas, em doses idênticas, a estupidificação e a comida de merda cara (a comida, não a merda), o povo português é o Maior do Mundo. Sábio mas humilde, malandro mas petiz.
E é com esta Verdade Absoluta, porque não aceito opiniões contrárias, e podem morder-se à vontade, que abro ao calhas o alfarrábio, para ler:
Havia um homem ali no Arcozelo (povoação vizinha de Sendim), que chegou a casa e disse:
"Ó mulher, tira o panelo e põe a panela
Que vi lá em baixo uma abóbora e vou para ela"
Quando foi, pois, à horta onde a avistara, com o intuito de roubá-la, deparou-se com a sua falta. Volta para casa, de mãos vazias, a fome como sempre e, ao entrar, diz muito arreliado:
"Ó mulher, tira a panela e põe o panelo
muita puta-ladra há no Arcozelo".
quarta-feira, dezembro 10, 2008
História Cíclica
10 After
Dez anos depois do Nobel, que já veio tarde, José Saramago continua a ser The Man They Love To Hate.
Ainda bem.
Os Melhores do Mundo não se prestam a meias-medidas.
Só o Grande Pessoa é gajo para se gostar, odiar, mas também gostar medianamente.
Talvez seja por ter sido descoberto depois de morto.
Como quase todos.
Saramago não.
Está vivo.
Provavelmente, não por muito mais tempo.
E é gajo que ou se ama ou se odeia.
E isso, venha quem vier, é ser-se Maior.
Acusado de ser Persona non Grata por viver nas Canárias, por um Povo non Grato que desconhece as razões que o levaram a isso, Ti Saramago continua a escrever na Língua Mátria e a ver traduzido Português de Portugal em quantas línguas possíveis.
É, pois, teimoso.
Os leitores de Paulos Coelhos e Danielles Steeles acusam-no de não usar pontos.
É uma argumentação ridícula e analfabeta.
Os que assumem o seu analfabetismo ao não conseguirem ler, com agrado, uma contrução frásica longa e complexa, ficam-se pelo tem Mau Feitio.
Tem sim senhor.
Mas o Miguel Sousa Tavares também é das pessoas mais odiosas (sem ter a desculpa da idade), e os seus livros vendem-se a si próprios.
Nobel, porém, só quando a Humanidade estiver AINDA MAIS perdida.
Ainda bem.
Os Melhores do Mundo não se prestam a meias-medidas.
Só o Grande Pessoa é gajo para se gostar, odiar, mas também gostar medianamente.
Talvez seja por ter sido descoberto depois de morto.
Como quase todos.
Saramago não.
Está vivo.
Provavelmente, não por muito mais tempo.
E é gajo que ou se ama ou se odeia.
E isso, venha quem vier, é ser-se Maior.
Acusado de ser Persona non Grata por viver nas Canárias, por um Povo non Grato que desconhece as razões que o levaram a isso, Ti Saramago continua a escrever na Língua Mátria e a ver traduzido Português de Portugal em quantas línguas possíveis.
É, pois, teimoso.
Os leitores de Paulos Coelhos e Danielles Steeles acusam-no de não usar pontos.
É uma argumentação ridícula e analfabeta.
Os que assumem o seu analfabetismo ao não conseguirem ler, com agrado, uma contrução frásica longa e complexa, ficam-se pelo tem Mau Feitio.
Tem sim senhor.
Mas o Miguel Sousa Tavares também é das pessoas mais odiosas (sem ter a desculpa da idade), e os seus livros vendem-se a si próprios.
Nobel, porém, só quando a Humanidade estiver AINDA MAIS perdida.
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